Outro promotor público que compôs a mesa de honra do lançamento do Projeto “O que você tem a ver com a corrupção?”, em MOC, foi José Aparecido Gomes Rodrigues, que explicou como será desenvolvido o trabalho no município norte-mineiro. “A indignação tem tomado conta da população diante dos casos de corrupção deflagrados por diversos movimentos e pela imprensa”, analisou Rodrigues ao pontuar que o Projeto pretende envolver crianças e adolescentes dentro das escolas, alertando-os para pequenas práticas que costumam motivar a formação de futuros profissionais do crime. Exemplos: prometer dinheiro para o filho e, em troca, o garoto melhorará o seu desempenho escolar; colar durante uma prova; pegar livro em bibliotecas e não devolver.
De acordo com o promotor público José Aparecido Gomes Rodrigues, é preciso despertar consciência no ser humano com o trabalho de combate à corrupção. Nas eleições, ações incorretas também ocorrem, como pedir ou aceitar dinheiro em troca do voto, ou mudar de domicílio eleitoral para favorecer determinado candidato. São “formas que vemos no mundo político e que a população ainda se submete a elas”, destacou Rodrigues. Dados de 2004 mostram que o custo da corrupção no Brasil é de R$ 100 bilhões, ou seja, 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB), o total da riqueza produzida pela população do País.
“Por que a gente não consegue valer as leis de combate à corrupção para todo o mundo: pro pobre, pro rico, pro culto, pro inculto”, indagou e lembrou que a origem do Projeto “O que você tem a ver com a corrupção?” nasceu, em 2007, com o serviço do Ministério Público de Santa Catarina. “Crianças e adolescentes são transformadoras porque levam as notícias pra dentro de casa”, completou Rodrigues ao ressaltar o trabalho que terá realização de palestras nas escolas, promoção de concursos de redação, publicação das redações.
