Aconteceu no começo da noite desta quarta-feira, 03 de março de 2010, no Salão de Eventos José Antônio Baptista de Castro da 11ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Bairro Ibituruna, em Montes Claros, o lançamento do Projeto “O que você tem a ver com a corrupção?”, em uma iniciativa das Promotorias de Justiça de MOC e da Coordenadoria Regional da Infância e Juventude do Ministério Público do Estado de Minas Gerais, com o apoio da Arquidiocese de Montes Claros. Por volta das 17h e 30min, advogados, profissionais liberais, religiosas e representantes de pastorais e movimentos sociais e do Corpo de Bombeiros, e demais autoridades civis e eclesiais começavam a chegar ao evento. A Transnorte liberou dois ônibus para levar fiéis da Paróquia Nossa Senhora de Montes Claros e Beato José de Anchieta ao lançamento do projeto. Trinta e sete pessoas se animaram a participar desta iniciativa de combate à corrupção.
Na chegada ao prédio da 11ª Subseção da OAB, leigos, sacerdotes e religiosos traziam faixas de protesto e cantavam músicas que ligam fé e vida. O atual presidente do regional da OAB, Álvaro Guilherme Ribeiro Matos, abriu a solenidade. Depois o promotor Felipe Gustavo Gonçalves Caires considerou positivo o retorno da Ordem em trabalhos que incentivam a politização do cidadão. “É muito bom presenciar a OAB de volta na luta pela cidadania no Brasil. É de interesse dos advogados do Brasil que as chagas da corrupção sejam extirpadas do País”, declarou e observou citando o líder indiano Mahatma Gandhi (1869-1948). “Nada entende de religião aquele que pensa que religião não tem nada a ver com política”, mencionou o promotor público.
Caires valorizou as ações de combate à corrupção eleitoral e administrativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), como o Projeto “Ficha Limpa”. Para ele, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) “é o movimento que mais representa este clamor social de combate à corrupção”. “É a indignação que nos traz aqui”, afirmou ao indicar que bombeiros, policiais e outras autoridades públicas, quando estão em processo de seleção, devem provar que não possuem envolvimento com o mundo do crime. E por que com aquelas pessoas que ocupam cargos mais importantes o tratamento tem que ser diferente?
Brincar com a vida
Segundo o promotor de Justiça Felipe Caires, “primeira e segunda instância não valem pra nada”. E endossou. “A indignação que nos traz aqui é aquela que combate a corrupção”. A indignação é o sentimento que hoje mais caracteriza a alma brasileira diante de tantos escândalos. “Estão brincando com a nossa vida e com a vida dos nossos filhos e netos”, considerou e mostrou que o Brasil só deixará o título de “País da Impunidade” quando projetos concretos de prevenção e combate à corrupção estiverem efetivados socialmente.
