100 Anos de Arquidiocese de Montes Claros
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Faltam 91 dias para o aniversário de 100 anos da Arquidiocese de Montes Claros

O valor da oração

Publicado em 09/03/2010 por Padre Gledson Eduardo de Miranda Assis

No mundo hodierno, faz-se mister ratificar, dia após dia, em todo tempo e lugar, o valor da oração, sobretudo em família. A oração não só nos ajuda a perseverar na fé e na aquisição das virtudes, mas também nos defende contra as ciladas do mal.

Quando os discípulos de Jesus quiseram aprender como rezar corretamente, pediram isso ao Mestre: “Senhor, ensina-nos a orar, como João ensinou a seus discípulos” (Lc 11, 1). O Evangelista Mateus apresenta Jesus ensinando aos seus discípulos, dentro do sermão da montanha, a melhor forma de rezar, que não consiste na quantidade de palavras usadas, mas sim na sinceridade do coração (Cf. Mt 6, 7). De fato, não devemos rezar apenas com o intuito de que os outros vejam que estamos rezando, mas sim para que o Pai do Céu, que vê no segredo, nos dê a recompensa (Cf. Mt 6, 5-6). E Jesus acrescenta: “Vosso Pai sabe do que tendes necessidade muito antes de lho pedirdes” (Mt 6, 8). A partir daí ensina, pois, a oração do “Pai Nosso” como modelo de toda oração, como prece universal (Cf. Mt 6, 9-13).

Logicamente, muitas outras orações nos permitem fazer uma experiência de proximidade com Deus, seja através d’Ele mesmo, seja através da intercessão dos santos, modelos de seguidores de Jesus para nós cristãos nos dias atuais, quer com fórmulas já prontas ou com expressões que espontaneamente brotam do nosso coração cheio de fé. Enquanto recomendação, diríamos que a Oração do Terço, por exemplo, como qualquer outra oração, deve ser rezada com devoção, atenção e piedade, evitando, enquanto possível, todo tipo de distrações. Ao recitá-la, devemos meditar sobre os mistérios contemplados. Assim, como já nos referimos anteriormente, enquanto se sucedem, em doce harmonia, as Ave-Marias, como proveitosa oração vocal, o nosso espírito se deixa elevar na meditação dos mistérios mais profundos de nossa fé, constituindo-se, também, valiosa oração mental.

Se volvermos nossa memória a um passado não muito distante, constatamos que era um fervoroso costume no seio de nossas famílias a oração diária e conjunta, como sinal de fé e devoção. Isso, sem dúvida alguma, era um dos motivos que sustentavam as famílias na serenidade e na paz, num tempo em que a vida não era fácil, tudo era conseguido com muito esforço, dificuldades, lutas e sofrimentos, mas que, não obstante tudo isso, o mundo ainda não era tão dominado por uma violência escabrosa, por um egoísmo avassalador e por uma falta de fraternidade incomensurável. Na verdade, podemos dizer que, pela oração, nossas famílias sustentavam sua solidificada união entre seus membros e perseverante esperança na providência divina, numa total atitude de confiança e abandono nas mãos do Pai. Belos tempos em que o temor a Deus era reinante, em que vizinho ajudava vizinho sem o interesse de receber nada em troca, comadre partilhava com comadre pelo simples prazer de exercer a fraternidade - como ainda hoje costuma acontecer nas cidades do interior - e todos juntos lutavam por um objetivo comum, acreditando que era possível, já aqui na terra, fazer o Reino de Deus acontecer.

Ainda é bom lembrar que a oração é sempre proveitosa e eficaz. Contudo, quando rezamos em comunidade, temos uma presença especial de Deus. É o próprio Jesus quem disse: “Quando dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estarei no meio deles” (Cf. Mt 18, 20). Todavia, o valor da oração não está na quantidade, mas sim na qualidade. Ela se torna perfeita e agradável a Deus quando feita com amor e sem pressa. Ao pronunciar com os lábios as palavras da oração, devemos acompanhá-las com o coração, com o sentimento e com a alma. É assim que falamos com os pais, com os amigos e com as pessoas de quem mais gostamos. E é assim também que deveríamos falar com Deus.

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Padre Gledson Eduardo de Miranda Assis

Padre Gledson Eduardo de Miranda Assis

É Sacerdote da Arquidiocese de Montes Claros ordenado ao lado dos colegas Antônio Teixeira e Édson José dos Santos no dia 12 de dezembro de 2009, na Igreja Matriz da Paróquia Nossa Senhora Rosa Mística de Montes Claros, e sob a imposição das mãos do Arcebispo Metropolitano Dom José Alberto Moura. Sua Ordenação Diaconal aconteceu em 31 de julho de 2009, também presidida por Dom José Alberto Moura, só que na Igreja Matriz da Paróquia Nossa Senhora de Fátima de MOC. Gledson é formado em Filosofia pela Faculdade Arquidiocesana de Mariana (FAM) e em Teologia pelo Seminário Maior Imaculado Coração de Maria de MOC. Como Seminarista, fez trabalho pastoral na Paróquia São Sebastião de Taiobeiras e na Paróquia Santos Reis de MOC. Atualmente está na Paróquia São Sebastião de MOC e no Setor Juventude Arquidiocesano. Nasceu em 28 de dezembro de 1980 em Cipotânea, Minas Gerais. É colaborador do jornal "Clarão do Norte" desde agosto de 2008. Seu e-mail é gledsoneduardo@yahoo.com.br.  

 

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