Porta de entrada na comunidade de Jesus
Estamos iniciando mais um ano, com votos de que seja promissor para todos nós, para nossas famílias e nossas comunidades. A uma só voz, queremos dizer: “Seja bem-vindo 2010, trazendo-nos muita saúde, paz e realizações”. Dentro do ciclo litúrgico, a Igreja de Jesus inicia o chamado “Tempo Comum” com a festa do Batismo do Senhor, ocasião a partir da qual Ele inicia a realização dos seus sinais e, consequentemente, sua vida pública junto ao Povo de Deus. Como nos diz o próprio Jesus, seu batismo, pelas mãos de São João Batista, acontece “para que se cumpra toda a justiça” (Cf. Mt 3, 15). Assim sendo, celebrar o Batismo do Senhor implica a nós, cristãos, refletirmos sobre o sentido do nosso próprio batismo e viver a justiça que Deus quer de nós.
Para compreendermos melhor o Sacramento do Batismo, devemos partir do Batismo dos adultos. No início da Igreja, só se batizavam os adultos. Até o século V, o Batismo de crianças era uma exceção e, para os adultos, era ministrado depois de longa preparação. No início, o Batismo era de submersão. Isto tinha um significado profundo: submergir na água quer dizer morrer (ao pecado), converter-se. A água, porém, não simboliza somente a morte. Ela é também sinal de vida. O batizado saía da água como uma pessoa nova, com uma vida nova (a vida em Cristo Ressuscitado).
Aqueles que se impressionavam com a pregação sobre Jesus Cristo e eram atraídos pela vivência da comunidade cristã pediam para serem admitidos como membros dessa comunidade. Mas é bom lembrar que essas pessoas já tinham sido tocadas pela graça antes de serem batizadas. O Espírito Santo já agia nelas. Já estavam “convertidas”, querendo mudar de vida, abandonando os costumes pagãos e buscando viver uma vida mais fraterna no meio da comunidade.
No Batismo também nós somos tocados pelo Espírito e inseridos em Jesus Cristo. Somos unidos a Ele. Jesus diz que Ele é a videira e nós somos os ramos. Assim como os galhos morrem quando são cortados do tronco, nós também não podemos viver sem Cristo. Ser batizado é fazer uma opção de vida: optar por Jesus Cristo, viver, julgar, agir e amar como Ele. Sendo incorporados em Cristo, nós nos tornamos irmãos d’Ele e filhos do mesmo Pai, de um modo novo. Podemos dizer que todo ser humano, também aquele que não é batizado, é filho, criatura de Deus, porque veio de suas mãos. Mas o Batismo nos faz filhos de um modo novo, mais consciente, mais profundo. O Batismo perdoa os pecados, quando Deus insere o ser humano em Cristo e espera dele, daí por diante, muitos frutos.
É Sacerdote da Arquidiocese de Montes Claros ordenado ao lado dos colegas Antônio Teixeira e Édson José dos Santos no dia 12 de dezembro de 2009, na Igreja Matriz da Paróquia Nossa Senhora Rosa Mística de Montes Claros, e sob a imposição das mãos do Arcebispo Metropolitano Dom José Alberto Moura. Sua Ordenação Diaconal aconteceu em 31 de julho de 2009, também presidida por Dom José Alberto Moura, só que na Igreja Matriz da Paróquia Nossa Senhora de Fátima de MOC. Gledson é formado em Filosofia pela Faculdade Arquidiocesana de Mariana (FAM) e em Teologia pelo Seminário Maior Imaculado Coração de Maria de MOC. Como Seminarista, fez trabalho pastoral na Paróquia São Sebastião de Taiobeiras e na Paróquia Santos Reis de MOC. Atualmente está na Paróquia São Sebastião de MOC e no Setor Juventude Arquidiocesano. Nasceu em 28 de dezembro de 1980 em Cipotânea, Minas Gerais. É colaborador do jornal "Clarão do Norte" desde agosto de 2008. Seu e-mail é gledsoneduardo@yahoo.com.br.
