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Educação Católica na pós-modernidade

Publicado em 24/01/2010 por Luiz Eduardo de Souza Pinto

O conceito de pós-modernidade é muito discutido nas ciências sociais e na filosofia. Uma das vertentes defendidas por Lyotard sugere a pós-modernidade como um rompimento, uma ruptura, com as verdades absolutas da modernidade. Uma outra defendida por Giddens considera que estamos alcançando um período em que as consequências da modernidade estão se tornando mais radicalizadas. Existe também outra vertente que trata a pós-modernidade como um novo paradigma tentando não sugerir rupturas mas reorganizações de valores, de ideias, visões de mundo.

Independente da definição do conceito de pós-modernidade, este período histórico representa uma ameaça à sociedade tal qual a conhecemos. Isto porque o relativismo e a falta de referências concretas acabam por criar seres humanos desorientados e sem um porto-seguro diante de tantas incertezas. E é neste contexto que a educação católica se torna importante. Sabe-se que a educação é fator vital, preponderante para a formação do indivíduo e serve também para moldar cidadãos. O ensino orientado pela formação religiosa pautado em bases éticas e morais deve ser crítico em relação ao modelo relativista da pós-modernidade que se define através da transgressão e da superação de valores considerados tradicionais.

É certo que a pós-modernidade coloca desafios para a estrutura educacional e, em especial, para a escola católica. A lógica educacional destes estabelecimentos de ensino ligados à Igreja devem criar estruturas que influenciam positivamente na autonomia dos indivíduos, observando o multiculturalismo, e educando para o respeito à dialética igualdade-diferença.

A era do relativismo, do consumismo, da falta de referências está repleta de contradições e de problemas de grande complexidade. É neste tempo histórico que se torna indispensável uma educação crítica, capaz de definir rumos corretos para a sociedade. Neste contexto de complexidade e contradições típicas da pós-modernidade é necessário que haja instituições, como escolas, que fomentem a produção de referências construtivas e proponha um confronto articulado de posições contrárias às tendências flexíveis de conduta, onde tudo é permitido.

O aprendizado na escola deve ser utilizado pelo aluno no seu dia-a-dia. Por isto a escola católica enfrenta o desafio de um tempo histórico diretamente ligado à destruição dos referenciais que vinham norteando o pensamento humano. Os valores pós-modernos (inconstantes, fragmentados, descartáveis) são incompatíveis com as propostas cristãs. A compreensão da problemática que envolve a sociedade atual e tudo o que nela acontece se dá prioritariamente através da educação. Então se faz necessário que os educadores prestem atenção às condições impostas por este século. Despertar os seres humanos para o amor, a justiça, a solidariedade e a fraternidade torna mais agradável a nossa existência. Nesta era, marcada pela inconstância, é a escola, com sua função natural de educar, que pode promover mudanças decisivas.

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Luiz Eduardo de Souza Pinto

Luiz Eduardo de Souza Pinto

É bacharel em Administração e Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). Pós-graduado em Pedagogia Empresarial, Sociologia e Política. Foi um dos produtores do "Revista Católica", primeiro programa de televisão da Arquidiocese de Montes Claros, veiculado na TV Geraes (pertencente à Fundação Genival Tourinho, de Montes Claros) de 25 de abril de 2005 a 25 de janeiro de 2006. Foi também um dos mentores do jornal "Clarão do Norte", informativo impresso arquidiocesano lançado em Missa Solene na Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida de MOC em 08 de dezembro de 2007, além de já ter participado como missionário da Pastoral da Comunicação Arquidiocesana com colaborações para o site desta Igreja Particular e para o jornal "Far-ELO de Vida", informativo impresso arquidiocesano do Governo de Dom Geraldo Majela de Castro e que circulou de 1996 a 2006.

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